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ESG deixou de ser tendência e virou exigência para empresas em 2026

Pressão por governança ambiental, novas exigências regulatórias e instrumentos como a DEX fazem empresas buscarem estrutura técnica e consultorias especializadas; especialistas da GETS Ambiental alertam que gestão ambiental já impacta diretamente a competitividade dos negócios.

A pauta ambiental deixou de ser apenas uma agenda de reputação corporativa e passou a ocupar um espaço estratégico dentro da gestão empresarial. Em 2026, empresas de diferentes setores enfrentam uma nova realidade: além do cumprimento das normas ambientais tradicionais, cresce a exigência por governança, rastreabilidade e transparência nas operações. Nesse cenário, ferramentas como a DEX – Declaração de Emissões – e a atuação de profissionais responsáveis pela gestão ambiental das empresas ganham protagonismo.

O avanço das exigências regulatórias e a pressão de investidores e cadeias produtivas têm feito muitas empresas revisarem suas práticas ambientais. Negócios que não conseguem comprovar regularidade ou gestão ambiental estruturada podem enfrentar multas, atrasos em licenciamento, restrições operacionais e até dificuldades comerciais.

Segundo Brites, biólogo e gestor na GETS Ambiental, a gestão ambiental deixou de ser um processo burocrático e passou a ser um componente essencial da governança empresarial. “Hoje a conformidade ambiental não é apenas uma obrigação legal. Ela passou a ser uma estratégia de proteção do negócio. Empresas que ignoram essa estrutura podem enfrentar desde multas até paralisações de atividades ou perda de oportunidades comerciais”, explica.

Um dos pontos que tem chamado atenção do setor empresarial é a ampliação das exigências relacionadas ao monitoramento e à declaração de impactos ambientais. A DEX, por exemplo, surge como um instrumento que reforça a necessidade de organização e controle sobre emissões e impactos ambientais das atividades produtivas.

De acordo com Brites, muitas empresas ainda buscam orientação especializada apenas quando enfrentam algum tipo de problema regulatório. “O ideal é que a gestão ambiental seja preventiva. Quando a empresa se antecipa, estruturando processos, estudos técnicos e monitoramentos adequados, ela reduz riscos e ganha segurança para crescer”, afirma.

Nesse contexto, cresce também a demanda por consultorias ambientais capazes de estruturar processos completos de conformidade. Entre as atividades mais buscadas estão licenciamento ambiental, monitoramento de impactos, estudos técnicos de fauna e flora, análises geológicas, gestão de resíduos, inteligência territorial e planejamento ambiental estratégico.

Além da questão regulatória, outro fator que tem impulsionado esse movimento é o mercado. Cadeias produtivas, investidores e grandes empresas têm exigido cada vez mais comprovação de responsabilidade ambiental de seus parceiros e fornecedores.

“A gestão ambiental hoje também é uma ferramenta de competitividade. Empresas que demonstram organização, responsabilidade e transparência ambiental passam mais segurança para investidores, parceiros e clientes. Isso impacta diretamente na credibilidade e na capacidade de crescimento do negócio”, destaca Brites.

Para especialistas do setor, o avanço da agenda ambiental deve continuar nos próximos anos, impulsionado por regulamentações mais rigorosas, pela pressão internacional por sustentabilidade e pela própria maturidade do mercado.

Nesse novo cenário, empresas que tratam a gestão ambiental como parte estratégica de suas operações tendem a sair na frente, enquanto aquelas que ignoram essa transformação podem enfrentar um ambiente regulatório e comercial cada vez mais desafiador.

Rebeca Santana
Rebeca Santana
Jornalista com 17 anos de experiência em comunicação institucional e assessoria de imprensa. Atua na cobertura de temas ligados à educação, empreendedorismo e posicionamento estratégico, com foco em liderança, governança e impacto institucional.

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