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Duas mil pessoas já morreram em protestos no Irã, diz fonte do governo

A repressão aos protestos no Irã já teria deixado cerca de duas mil pessoas mortas, segundo uma fonte do governo iraniano ouvida pela agência Reuters. As manifestações começaram em dezembro, motivadas pela crise econômica, mas ganharam um tom político após a resposta violenta das forças de segurança, com pedidos pelo fim do regime dos aiatolás, no poder desde 1979.

A ONU disse estar “horrorizada” com a repressão e denunciou violações de direitos humanos. Após dias de bloqueio, o governo retomou parcialmente as comunicações com o exterior. Relatos de moradores falam em tiros para matar, ruas vazias, prédios incendiados e forte presença policial em Teerã.

Os Estados Unidos voltaram a ameaçar uma ofensiva contra o país, o que aumenta a tensão internacional.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a ONU pediu uma investigação rápida, independente e transparente sobre a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente de imigração em Minneapolis. O caso provocou protestos em várias cidades contra o ICE, órgão responsável pela política migratória do governo Trump.

Vídeos divulgados contradizem a versão oficial de que a vítima teria tentado atropelar agentes. Autoridades locais acusam o governo federal de impedir a participação do estado na investigação. Renee era cidadã americana, mãe de três filhos e conhecida por acompanhar ações do ICE como observadora legal.

O episódio elevou a tensão entre governos estaduais e a Casa Branca.

Rússia e Ucrânia

Na guerra do Leste Europeu, um ataque russo com mísseis e drones matou ao menos quatro pessoas na Ucrânia e deixou dezenas de feridos. A ofensiva atingiu Kharkiv, Odessa e a capital, Kiev, além de danificar gravemente a infraestrutura de energia do país.

Segundo autoridades ucranianas, mais de 30 mísseis e 200 drones foram lançados em poucas horas. A Rússia também voltou a usar mísseis supersônicos capazes de transportar ogivas nucleares. Moscou afirmou que os ataques foram uma resposta a supostas ameaças ao presidente Vladimir Putin, acusação negada pelo governo ucraniano.

Coreia do Sul

Na Ásia, a Procuradoria da Coreia do Sul pediu pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk-yeol, acusado de liderar uma insurreição ao tentar impor lei marcial em 2024. Yoon foi destituído, preso e responde por tentativa de golpe de Estado.

Segundo os promotores, ele buscou se manter no poder ao tentar controlar o Judiciário e o Parlamento. A defesa nega as acusações e afirma que a medida foi apenas um alerta político. A sentença deve ser anunciada em fevereiro.

A crise marcou profundamente o país, que agora tenta se estabilizar sob um novo governo.

*Com informações da Agência Reuters


Fonte: Agência Brasil

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