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OpiniãoQual a vida que eu quero ter?

Qual a vida que eu quero ter?

Mãe, mulher, esposa e empreendedora. Quando olho para essa lista de papéis que uma mulher pode desempenhar, eu te pergunto: você tem autonomia emocional? Muitas vezes eu me pego ouvindo mulheres questionarem: “por que eu sempre escolho os homens errados?” ou “eu sou intensa demais, ninguém me valoriza”. Essas perguntas aparecem com frequência nas conversas e revelam algo importante. Elas mostram o quanto ainda buscamos respostas fora de nós mesmas, esperando que o outro explique aquilo que ainda não conseguimos compreender.

O que eu preciso te dizer neste Dia da Mulher é simples, mas exige coragem para ser ouvido. Enquanto você continuar pensando assim, é sinal de que ainda está olhando e buscando para fora de você. A autonomia emocional não nasce no aplauso alheio, nem na validação de quem está ao nosso lado. Ela começa quando surge uma pergunta mais difícil e mais honesta: qual é a minha participação nisso? Esse é o primeiro movimento real de maturidade.

Reconhecer-se é um exercício que exige responsabilidade sobre a própria história. Não se trata de culpa, mas de consciência. Quando uma mulher passa a observar os próprios padrões, as próprias escolhas , ações e reações, algo muda na forma como ela se posiciona no mundo. Ela deixa de viver apenas reagindo às situações e passa a compreender a origem dos seus sentimentos, suas decisões e até as relações que escolhe construir.

Aprendi que a independência emocional não nasce no conforto. Ela acontece justamente no caos do sentimento. É quando eu sinto ciúmes, mas não invado o espaço do outro; quando me sinto insegura, mas não imploro por validação; quando sinto medo, mas não me abandono.

Para alcançar esse estágio, é preciso ter uma vida própria e um projeto pessoal que exista independentemente de qualquer relacionamento. Isso significa construir interesses, sonhos e caminhos que não dependam da presença do outro. É aprender a desfrutar da própria companhia e reconhecer o próprio valor sem precisar da confirmação alheia.

Enquanto essa estrutura interna não existir , o risco é viver em busca da validação, esperando reconhecimento, ansiando por aprovação ,aguardando que alguém preencha o que ainda não foi construído dentro de nós. Reconhecer-se muda essa lógica. Quando uma mulher se conhece, ela deixa de buscar no outro a definição do próprio valor.

Por isso, o meu convite hoje é um pedido amoroso para que você pare de olhar para fora , olhe para você, identifique e valorize suas qualidades, olhe para suas virtudes como conquistas valiosas e pergunte a si mesma : que vida eu quero ter?

É empresária, mãe de um lindo casal de filhos, cronista, coach de vida, mulher aos 60+,terapeuta, entusiasta da arteterapia, Gastronoma ,um dos seus hobbies é a fotografia e criar arranjos florais, curiosa de nascença aprendiz da vida e um Ser a caminho da evolução.

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